sábado, 13 de novembro de 2010

O NÚMERO QUE VOCÊ CALÇA

 

  • A matemática e o número que você calça

A matemática e o número que você calça

Relação entre o número que você calça e o tamanho de seu pé.

Muitas vezes não entendemos os motivos de se estudar matemática ou quando vamos usar determinada parte do conteúdo e, por isso, nos questionamos: onde a matemática é realmente aplicada?

Inúmeros são os exemplos e situações onde podemos ver o emprego da matemática. Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, estamos sempre fazendo o uso dessa ciência. Quando, ao levantar pela manhã para ir à escola ou fazer qualquer atividade, dizemos “só mais cinco minutinhos”, intuitivamente estamos realizando cálculos matemáticos para averiguar se esses preciosos minutos de sono não ocasionarão um atraso. A tecnologia não estaria tão avançada sem o fantástico auxílio da matemática. Do mais simples ato até a mais sofisticada empregabilidade, a matemática está sempre presente em nosso cotidiano, basta que analisemos as situações que vivenciamos.

Por mais inimaginável que possa parecer, o número que você calça também está relacionado à matemática. Existe uma fórmula que relaciona o número que você calça e o tamanho do seu pé em centímetros.

Vejamos:

Onde,

S: é o número do sapato.
p: é o comprimento do pé em centímetros.

Assim, se seu pé medir 20 cm, o número do seu sapato será:

Dividindo em Partes Iguais

 

 

  • Dividindo em Partes Iguais

Dividindo em Partes Iguais

Frações

Frações

Joana e sua mãe foram à pizzaria. Elas pediram uma pizza de calabresa tamanho médio. A pizza foi dividida ao meio, isto é, em duas partes iguais.

Representamos essa situação utilizando frações. Cada parte é chamada de metade da pizza. Podemos mostrar isso pela fração da metade da pizza:


Um meio

Podemos dividir a pizza em quantas partes forem necessárias, dependendo do número de pessoas.
Dividindo a pizza em três partes iguais

Cada pedaço recebe o nome de terça parte, e é representada por:


Um terço

Dividindo a pizza em quatro partes iguais

Agora, cada pedaço recebe o nome de quarta parte, e é representado por:


Um quarto
Vamos imaginar que Joana e mais sete amigas foram à pizzaria. Pediram uma pizza grande, a qual seria dividida em 8 partes iguais. Veja:

Cada pedaço é denominado por oitava parte, e a representação será através da seguinte fração:


Um oitavo.

Tipo de fração -

 

Fração não é necessariamente a parte que tiramos de um inteiro, ela pode ser partes de um inteiro completo, dois inteiros completos, um inteiro mais uma parte, e assim sucessivamente. Levando em consideração todas as formas possíveis de encontrarmos uma fração podemos classificá-las em: próprias, impróprias ou aparentes.
Fração própria
Toda fração que for considerada própria deverá ser menor que um inteiro, ou seja, seu numerador é menor que seu denominador.
Considerando o inteiro dividido em 8 parte iguais . Se colorirmos 5 partes desse inteiro teremos:

A fração que irá representar a parte colorida é e a fração que irá representar a parte que não foi colorida é . As duas frações são classificadas como próprias, pois são menores que um inteiro.
Uma maneira  prática de perceber se uma fração é ou não própria é observar o numerador e o denominador, portanto é própria, pois 5 (numerador) < 8 (denominador).
Fração imprópria
As frações impróprias são maiores que um inteiro, ou seja, o seu numerador é maior que o denominador.

A fração é uma fração imprópria, pois 5 (numerador) > 3 (denominador), veja como representaríamos:
significa que repartimos um inteiro em três partes e consideramos 5. Como 5 > 3, temos que construir mais um inteiro idêntico ao outro e completar a fração.

1 inteiro mais 2/3 é igual a
Fração aparente
Fração aparente é um tipo de fração imprópria, sendo que os numeradores são múltiplos dos denominadores, ou seja, ao dividirmos o numerador pelo denominador iremos obter valor inteiro como resposta.
A fração representa dois inteiros completos, pois 6 : 3 = 2, assim considerada aparente. Veja a sua representação:

2 inteiros são iguais a .

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

.:: Exercícios de Frações ::.

 

Se clip_image001do que eu tenho são 195 reais, a quanto corresponde clip_image002do que eu tenho?

Resposta

Preciso descobrir quanto vale um sétimo do que eu tenho, para ficar mais fácil saber quanto tenho no total.

195/3 = 65 reais

7*65 =  455 reais é o que eu tenho.

Agora preciso saber quanto vale quatro quintos disso.

Vou primeiro descobrir quanto que é um quinto de 455 reais.

455 / 5 = 91 reais.

Agora basta eu multiplicar 91 por 4.

91*4 = 364 reais correspondem a clip_image002[1]do que eu tenho.

Google

 

Google

“A dúvida permite extrair um núcleo de certeza, que cresce à medida

que ela se radicaliza: é indubitável que, se duvido penso.”

                                                         Renê Descartes

 

“Erros são ao final das contas, fundamentos da verdade.

Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber  o que ela não é”

Carl Jung

Introdução ao conceito de fração

Às vezes, ao tentar partir algo em pedaços, como por exemplo, uma pizza, nós a cortamos em partes que não são do mesmo tamanho.

pizza

Logo isso daria uma grande confusão, pois quem ficaria com a parte maior? Ou quem ficaria com a parte menor? É lógico que alguém sairia no prejuízo.

Pensemos neste exemplo: Dois irmãos foram juntos comprar chocolate. Eles compraram duas barras de chocolate iguais, uma para cada um. Iam começar a comer quando chegou uma de suas melhores amigas e vieram as perguntas: Quem daria um pedaço para a amiga? Qual deveria ser o tamanho do pedaço? Eles discutiram e chegaram à seguinte conclusão:

Para que nenhum dos dois comesse menos, cada um daria metade do chocolate para a amiga.

  • Você concorda com esta divisão? Por quê?

  • Como você poderia resolver esta situação para que todos comessem partes iguais?

  • O que você acha desta frase: Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte.

Elementos gerais para a construção de frações

Para representar os elementos que não são tomados como partes inteiras de alguma coisa, utilizamos o objeto matemático denominado fração.

O conjunto dos números naturais, algumas vezes inclui o zero e outras vezes não, tendo em vista que zero foi um número criado para dar significado nulo a algo. Nesse momento o conjunto N será representado por:

N = { 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ... }

Logo, todos os números naturais representam partes inteiras.

Os números que não representam partes inteiras, mas que são partes de inteiros, constituem os números racionais não-negativos, aqui representados por Q+, onde esta letra Q significa quociente ou divisão de dois números inteiros naturais.

Q+ = { 0,..., 1/4,..., 1/2,..., 1,...,2,... }

Numeral: Relativo a número ou indicativo de número.

Número: Palavra ou símbolo que expressa quantidade.

Definição de fração

Os numerais que representam números racionais não-negativos são chamados frações e os números inteiros utilizados na fração são chamados numerador e denominador, separados por uma linha horizontal ou traço de fração.

Numerador


Denominador

onde Numerador indica quantas partes são tomadas do inteiro, isto é, o número inteiro que é escrito sobre o traço de fração e Denominador indica em quantas partes dividimos o inteiro, sendo que este número inteiro deve necessariamente ser diferente de zero.

Numeral: Relativo a número ou indicativo de número.

Número: Palavra ou símbolo que expressa quantidade.

Definição de fração

Os numerais que representam números racionais não-negativos são chamados frações e os números inteiros utilizados na fração são chamados numerador e denominador, separados por uma linha horizontal ou traço de fração.

Numerador


Denominador

onde Numerador indica quantas partes são tomadas do inteiro, isto é, o número inteiro que é escrito sobre o traço de fração e Denominador indica em quantas partes dividimos o inteiro, sendo que este número inteiro deve necessariamente ser diferente de zero.

Observação: A linguagem HTML (para construir páginas da Web) não proporciona ainda um método simples para a implementar a barra de fração, razão pela qual, às vezes usaremos a barra / ou mesmo o sinal ÷, para entender a divisão de dois números.

Exemplo: Consideremos a fração 1/4, que pode ser escrita como:

1


4

Em linguagem matemática, as frações podem ser escritas tanto como no exemplo acima ou mesmo como 1/4, considerada mais comum.

1/4
1/4

1/4
1/4

A unidade foi dividida em quatro partes iguais. A fração pode ser visualizada através da figura anexada, sendo que foi sombreada uma dessas partes.

Leitura de frações

(a) O numerador é 1 e o denominador é um inteiro 1<d<10

A leitura de uma fração da forma 1/d, onde d é o denominador que é menor do que 10 é feita como:

Fração
1/2
1/3
1/4
1/5
1/6
1/7
1/8
1/9

Leitura
um meio
um terço
um quarto
um quinto
um sexto
um sétimo
um oitavo
um nono

(b) O numerador é 1 e o denominador é um inteiro d>10

Quando a fração for da forma 1/d, com d maior do que 10, lemos: 1, o denominador e acrescentamos a palavra avos.

Avos é um substantivo masculino usado na leitura das frações, designa cada uma das partes iguais em que foi dividida a unidade e se cujo denominador é maior do que dez.

Fração
Leitura

1/11
um onze avos

1/12
um doze avos

1/13
um treze avos

1/14
um quatorze avos

1/15
um quinze avos

1/16
um dezesseis avos

1/17
um dezessete avos

1/18
um dezoito avos

1/19
um dezenove avos

(c) O numerador é 1 e o denominador é um múltiplo de 10

Se o denominador for múltiplo de 10, lemos:

Fração
Leitura
Leitura Comum

1/10
um dez avos
um décimo

1/20
um vinte avos
um vigésimo

1/30
um trinta avos
um trigésimo

1/40
um quarenta avos
um quadragésimo

1/50
um cinquenta avos
um quinquagésimo

1/60
um sessenta avos
um sexagésimo

1/70
um setenta avos
um septuagésimo

1/80
um oitenta avos
um octogésimo

1/90
um noventa avos
um nonagésimo

1/100
um cem avos
um centésimo

1/1000
um mil avos
um milésimo

1/10000
um dez mil avos
um décimo milésimo

1/100000
um cem mil avos
um centésimo milésimo

1/1000000
um milhão avos
um milionésimo

Observação: A fração 1/3597 pode ser lida como: um, três mil quinhentos e noventa e sete avos.

Tipos de frações

Nossa próxima publicação.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

6 de maio é o Dia Nacional da Matemática

O dia 6 de maio é o Dia Nacional da Matemática. Ele homenageia o mais importante educador de matemática do nosso país: Julio Cesar de Mello e Souza -Malba Tahan.




Projeto de Lei institui o Dia Nacional da Matemática



Artigo 1o: Fica institutído o Dia Nacional da Matemática, a ser comemorado anualmente em todo território nacional no dia 6 de maio,data de nascimento do matemático, educador e escritor Malba Tahan.
 Artigo 2o: O Poder Executivo, por meio dos Ministérios da Educação e da Cultura, incentivará a promoção de atividades educativas e culturais alusivas à data.
Artigo 3o:Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Este é o Projeto de Lei 3482-2004. Aprovado por unanimidade pela Comissão de Educação e Cultura, encontra-se, desde 2008, na Comissão de Constituição e Justiça para homologação final.



Enquanto isso,o mundo gira e o dia 6 de maio é celebrado anualmente em todo país!

A Matemática é como das verdades eternas...

A Matemática é como





     É preciso, ainda, não esquecer que a Matemática, além do objetivo de resolver problemas, calcular áreas e medir volumes, tem finalidades muito mais elevadas. Por ter alto valor no desenvolvimento da inteligência e do raciocínio, é a Matemática um dos caminhos mais seguros por onde podemos levar o homem a sentir o poder do pensamento, a mágica do espírito. A Matemática é, enfim, uma das verdades eternas e, como tal, produz a elevação do espírito – a mesma elevação que sentimos ao contemplar os grandes espetáculos da    Natureza, através dos quais sentimos a presença de Deus, Eterno e Onipotente!

Malba Tahan, 1961.



10 MANDAMENTOS DA MATEMÁTICA

I - Começarás contagem pelo zero;

II - Derivarás e igualarás a zero;

III - Amarás o Cálculo como a ti mesmo;
IV - Não levantarás falso teorema;
V - Não cobiçarás a demonstração alheia;
VI - Honrarás o Principio, Meio e Fim  ;

VII - Não Matarás Aulas;

VIII - Não dividirás por zero;

IX - Usarás letras difíceis como variáveis;

X - Sujar-vos-á de giz ao escrever no quadro.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS

 Todo número natural múltiplo ou composto, com exceção do zero, pode ser escrito de uma única maneira, como produto de fatores primos, sem levar em consideração a ordem dos fatores. Assim, temos:

a)  4 = 2.2                b) 6 =  2.3            c) 8 = 2.2.2           d)   9 = 3.3         e) 10 = 2.5

Para se encontrar esse produto de fatores primos, podemos ser obedecer à seguinte regra:
  1. Traçar uma linha vertical ao lado do número dado.
  2. Escrever, do outro lado do traço vertical , o menor número primo pelo qual o número dado é divisível.
  3. Dividir o número dado por esse número primo e escrever o quociente encontrado embaixo do número dado.
  4. Repetir esse processo tantas vezes quantas  forem necessárias, até que o quociente encontrado seja 1.
  5. Indicar o produto dos fatores primos encontrados na forma de produto de potências.
Exemplos




a)           90 | 2  
              45 | 3 
              15 | 3
                5 | 5
                1 |                                                                                            
                                                              
                                                               


90 = 2 . 3. 3 . 5 = 2 .3.5              144 = 2.2.2.2.3.3            198 = 2.3.3.11
     = 2 . 32.      5                                                =  24  32                        = 2.  32.11

sábado, 30 de outubro de 2010

RECONHECIMENTO DOS NÚMEROS PRIMOS

Para se saber se um número natural ou primo é ou não, divide-se esse número pelos sucessivos números primos: 2, 3, 5, 7, 11, 13,17, 19... até obter-se um quociente exato (se não for primo) ou um quociente igual ou menor que o divisor se for primo)

Exemplos:

O número 157 é primo?



157 ∶ 2= 78  (resto 1)       157 : 3 = 52  (resto 1)       157 : 5 = 31  (resto 2)     157 : 7 = 22  (resto 3)        ( 157 : 11 = 14 (resto 3)

157: 13 = 12 (resto 1)

Solução: O número 157 é primo, pois o (12) DA ÚLTIMA DIVISÃO é menor que o divisor (13) e nenhuma das DIVISÕES foi exata.



O número 161 é primo?



161 : 2 = 80                161 : 3 = 53                   161 : 5 = 32               161 : 7 = 23 (resto zero)



Solução: O número 161 não é primo, pois a última divisão é exata

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MÚLTIPLOS E DIVISORES DE UM NÚMERO

MÚLTIPLO
   Um número natural é múltiplo de um outro , quando a sua divisão por esse outro é exata. Assim, 21 é múltiplo de 3 e 7 pois:   

 a)          21 : 3 =  7                                          b)       21 :  7  =  3

DEFINIÇÃO:
MÚLTIPLO  de um número é  o produto desse número por um número natural qualquer.
Dessa forma, para se obter os múltiplos de um número, basta multiplicá-lo suessivamente pelos termos da sequencia natural dos números. Como essa sequencia é ilimitada, concluí-se que:
  1. Todo  número tem uma infinidade de múltiplos.
  2. Excluindo o zero,o menor múltiplo de um número é o próprio número. Exemplos: 
  • Os múltiplos de 2  são :  M (2) =  {0, 2, 4, 6, 8, 10 ...}
  • Os múltiplos de 5  são  : M (5) =  {0, 5, 10, 15, 20, ...}

D IVISOR
Um número natural é divisor de outro, quando ele divide esse outro exatamente, isto é múltiplo dele. Exemplos:
  1. 2 é divisor de 6, pois 6  é múltiplo de 2
  2. 5 é divisor de 10, pois 10 é múltiplo de 5.
Os divisores de um  número fomam sempre um conjunto finito.  Exemplos:
  • Os divisores de 4 são:  D (4) = {1, 2, 4}
  • Os divisores de 15 são:  D (15) = {1, 3, 5, 15}
OBSERVAÇÕES:

1.  O UM é divisor de qual número natural.
2.  O ZERO é múltiplo de qualquer número natural.
3.  O ZERO não é divisor de nenhum número.
4.  O MAIOR DIVISOR  de um número natural é ele mesmo.
5.  O MAIOR MÚLTIPLO de um número de natural é infinito.
6.  O MENOR DIVISOR de um número natural é UM.
7.  O MENOR MÚLTIPLO de um número natural é ZERO.
8.  Um   número natural, com exceção  de zero, é simultaneamente  múltiplo e divisor de si  mesmo.

 CRITÉRIOS DE DIVISIBLIDADE:

   São algumas regras práticas  que nos permitem  verificar se um número é divisível por outro (ou se é múltiplo do outro), sem eferuar a divisão.
   Assim, um número é divisível:
  1.  POR 2:        quando for par.
  2.  POR 3:         quando a soma dos valores absolutos  de seus algarismos for divisível por 3.
  3.  POR 4:         quando os dois últimos algarismos forem 00 ou formarem um número divisível por 4.
  4.  POR 5:         quando terminar em 0 ou 5.
  5.  POR 6:         quando for divisível  por 2 e por 3 ao mesmo  tempo.
  6.  POR 8:         quando  os três  últimos últimos forem 000 ou formarem um número divisível por 8.
  7.  POR 9:         quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos for divisível por 9.
  8.  POR 10:       quando terminar  em 0.
  9.  POR 12:       quando for divisível por 3 e 4 ao mesmo tempo.
  10.  POR 15:       quando for divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
EXEMPLO:   O número 894.960 é divisível:
  •  por  2, pois é par.
  •  por  3, pois 8+9+4+9+6+0 = 36, que é divisível por 3.
  •  por  4, pois 60 é divisível por 4.
  •  por  5, pois termina em zero.
  •  por  6, pois é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo.
  • por   8, pois 960 é divisível por 8.
  • por    9, pois 8+9+4+9+6+0 = 36 , que é divisível por 9.
  • por 10, pois  termina em zero.
  • por 12, pois é divisível por 3 e por 4 ao  mesmo tempo.
  • por 15, pois é divisível por  3 e por 5 ao mesmo tempo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A VIDA

... a respeito do livro que é a vida, o importante são as emoções vividas, porque devemos passar pela vida e não deixar a vida passar por nós...o passado, passou, o presente é aqui e agora, o futuro só a Deus pertence, e nesssa relatividade o futuro volta a ser passado...

Curiosidades com números inteiros

12345679 x 9 = 111111111
12345679 x 18 = 222222222
12345679 x 27 = 333333333
12345679 x 36 = 444444444
12345679 x 45 = 555555555
12345679 x 54 = 666666666
12345679 x 63 = 777777777
12345679 x 72 = 888888888
12345679 x 81 = 999999999

9 x 9 + 7 = 88
9 x 98 + 6 = 888
9 x 987 + 5 = 8888
9 x 9876 + 4 = 88888
9 x 98765 + 3 = 888888
9 x 987654 + 2 = 8888888
9 x 9876543 + 1 = 88888888
9 x 98765432 + 0 = 888888888

9 x 1 + 2 = 11
9 x 12 + 3 = 111
9 x 123 + 4 = 1111
9 x 1234 + 5 = 11111
9 x 12345 + 6 = 111111
9 x 123456 + 7 = 1111111
9 x 1234567 + 8 = 11111111
9 x 12345678 + 9 = 111111111
9 x 123456789 + 10 = 1111111111

11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111 = 12345678987654321

9 x 7 = 63
99 x 77 = 7623
999 x 777 = 776223
9999 x 7777 = 77762223
99999 x 77777 = 7777622223
999999 x 777777 = 777776222223
9999999 x 7777777 = 77777762222223
99999999 x 77777777 = 7777777622222223

1 x 7 + 3 = 10
14 x 7 + 2 = 100
142 x 7 + 6 = 1000
1428 x 7 + 4 = 10000
14285 x 7 + 5 = 100000
142857 x 7 + 1 = 1000000
1428571 x 7 + 3 = 10000000
14285714 x 7 + 2 = 100000000
142857142 x 7 + 6 = 1000000000
1428571428 x 7 + 4 = 10000000000
14285714285 x 7 + 5 = 100000000000
142857142857 x 7 + 1 = 1000000000000

9 x 9 = 81
99 x 99 = 9801
999 x 999 = 998001
9999 x 9999 = 99980001
99999 x 99999 = 9999800001
999999 x 999999 = 999998000001

12 x 12 = 144, 21 x 21 = 441
13 x 13 = 169, 31 x 31 = 961
102x102 = 10404, 201x201 = 40401
103x103 = 10609, 301x301 = 90601
112x112 = 12544, 211x211 = 44521
122x122 = 14884, 221x221 = 48841

ATITUDES

Você acredita que atitudes sustentáveis podem mudar o mundo?



Que reciclando o lixo, agredimos menos nosso planeta?


E que plantando árvores, respiramos um ar mais puro?


Eu acredito que além de tudo isso, atitudes sustentáveis inspiram pessoas!


Eu quero inspirar você a mudar o mundo, começando pela sua vida!


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

NÚMEROS IMAGINÁRIOS


















NÚMEROS COMPLEXOS
1. Definições
Vimos na resolução de uma equação do 2º grau que se o discriminante é negativo, ela não admite raízes reais. Por exemplo, a equação
x2 + 9 = 0
não admite raízes reais. Se usarmos os métodos que conhecemos para resolvê-la, obtemos
x2 = -9
x = ±
mas é inaceitável tal resultado para x; os números negativos não têm raiz quadrada.
Para superar tal impossibilidade e poder, então, resolver todas equações do 2º grau, os matemáticos ampliaram o sistema de números, inventando os números complexos.
Primeiro, eles definiram um novo número
i =
Isso conduz a i2 = -1. Um número complexo é então um número da forma a + bi onde a e b são números reais.
Para a equação acima fazemos
x = ±
x = ±
x = ± .
x = ± 3 i
As raízes da equação x2 + 9 = 0 são 3i e - 3i.
Definição
Um número complexo é uma expressão da forma
a + bi
onde a e b são números reais e i2 = -1.
No número complexo a + bi, a é a parte real e b é a parte imaginária.
Exemplos
2 + 5i parte real 2 parte imaginária 5
i parte real parte imaginária
12i parte real 0 parte imaginária 12
-9 parte real -9 parte imaginária 0
Um número como 12i, com parte real 0, chama-se número imaginário puro. Um número real como -9, pode ser considerado como um número complexo com parte imaginária 0.

Igualdade de números complexos
Os números complexos a + bi e c + di são iguais se suas partes reais são iguais e suas partes imaginárias são iguais, isto é:
a + bi = c + di se
Exemplos
2 + 5i =
Se x e y são números reais e x + yi = 7 - 4i, então x = 7 e y = - 4.

2. Aritmética dos números complexos
Adição e Subtração
Adição
(a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i Para adicionarmos dois números
complexos, adicionamos as partes
reais e as partes imaginárias
Subtração
(a + bi) - (c + di) = (a – c) + (b – d)i Para subtrairmos dois números
complexos, subtraímos as partes
reais e as partes imaginárias
Exemplos
(3 + 4i) + (- 7 + 8i) = (3 - 7) + (4 + 8) i
= - 4 + 12i
Na prática, fazemos
(3 + 4i) + (-7 + 8i) =
(- 5 + 6i) - (4 - 2i) = (- 5 - 4) + [6 - (- 2)] i
= - 9 + 8i
Na prática fazemos
(-5 + 6i)
Multiplicação
(a + bi) . (c + di) = (ac – bd) + (ad + bc)i Multiplicamos números
complexos como multiplicamos
binômios, usando i2 = - 1
Exemplos
= 6 – 8i + 9i – 12i2 Distributiva
= 6 + i – 12 . (-1) -8i + 9i = i e i2 = - 1
= 6 + i + 12
= 18 + i
= – 8 – 4i + 4i + 2i2 Distributiva
= – 8 + 2 . (-1) -4i + 4i = 0 e i2 = - 1
= – 8 – 2
= – 10
= – 3i . (4) – 3i . (-2i)
= - 12i + 6i2
= - 12i + 6 . (-1)
= - 6 - 12i


3. O conjugado e a divisão
Divisão de números complexos é semelhante à racionalização do denominador de uma fração com radicais. Assim, se temos o quociente nosso objetivo é escrevê-lo na forma a + bi. Para isso, introduziremos inicialmente o conceito de conjugado de um número complexo.
Complexos conjugados
O conjugado de um número complexo a + bi é a - bi, e o conjugado de a - bi é a + bi.
Os números complexos a + bi e a - bi são chamados complexos conjugados.
Para um número complexo z, seu conjugado é representado com ; então, se z = a + bi escrevemos = a - bi.
Exemplos
O conjugado de z = 2 + 3i é = 2 - 3i
O conjugado de z = 2 - i é = 2 + 3i
O conjugado de z = 5i é = - 5i
O conjugado de z = 10 é = 10
Quando multiplicamos um número complexo z = a + bi pelo seu conjugado = a - bi, o resultado que se obtém é um número real não negativo:
z . = (a + bi) . (a – bi)
= a2 – abi + abi – b2i2
= a2 – b2 . (-1) A soma dos quadrados
de dois números reais
nunca é negativa
= a2 + b2
Usamos essa propriedade para expressar o quociente de dois números complexos na forma a + bi.
Dividindo dois números complexos
Para escrevermos o quociente na forma A + Bi, multiplicamos o numerador e o denominador pelo conjugado do denominador.
Exemplo
Vamos escrever o quociente na forma a + bi.
Multiplicamos o numerador e o denominador pelo conjugado do denominador, para obter um número real no denominador.

=
=
=
= i
= 1 – i

4. Potências de i
Temos:
i0 = 1 i4 = i2 . i2 = (-1) . (-1) = 1
i1 = i i5 = i4 . i = 1 . i = i
i2 = -1 i6 = i4 . i2 = 1 . (-1) = -1
i3 = i2 . i = -1 . i = -i i7 = i4 . i3 = 1 (-i) = -i
Observe que as quatro potências de i na coluna da esquerda, repetem-se nos quatro casos seguintes na coluna da direita. Este ciclo
1, i, -1, -i
repete-se indefinidamente.
Então, para simplificar ix para x > 4, buscamos o maior múltiplo de 4 contido em x; por exemplo
i26 = i24 . i2 = (i4)6 . i2
= 16 . (-1)
= -1
i43 = i40 . i3 = (i4)10 . i3
= i10 . (-i)
= -i
5. O caso da raiz quadrada
Sabemos que um número real positivo r tem duas raízes quadradas
e - ,
Os números reais negativos também tem duas raízes quadradas. Por exemplo, 2i e - 2i são as raízes quadradas de - 4 porque
(2i)2 = 22 . i2 = 4 . (-1) = - 4
(- 2i)2 = (- 2)2 . i2 = (- 2)2 . i2 = 4 . (- 1) = - 4
De um modo mais geral, se r > 0 é um número real, o número real negativo - r, tem duas raízes quadradas, porque
(i )2 = i2 . ( )2 = -1 . r = -r
(-i 2) = (-1) 2 . i2 . ( )2 = 1 . (-1) . r = -r
Chamamos i de raiz quadrada principal de - r, e usamos o desenho para representá-la; a outra raiz quadrada - i é representada com - . Note que as duas raízes quadradas são números complexos imaginários puros, e que são conjugados.
Raízes quadradas de números negativos
Se - r < 0, então as raízes quadradas de - r são i e - i A raiz quadrada principal de - r é i : = i Exemplos = i =i = i = 5i = i Observação Devemos ter especial cuidado quando efetuamos operações envolvendo raízes quadradas de números negativos. Quando a e b são positivos vale a propriedade . = . Mas, quando ambos são negativos a propriedade não é verdadeira. Por exemplo, a definição dada permite-nos escrever . = i . i = i2 . . = Entretanto, se usarmos a propriedade temos . = Quando multiplicamos radicais de números negativos, devemos em primeiro lugar, escrevê-los na forma i , com r > 0.

6. Representação dos números complexos
Um número complexo é constituído por duas componentes: a parte real e a parte imaginária. Isso sugere a utilização de dois eixos para representá-lo: um para a parte real e o outro para a parte imaginária. Esses dois eixos chamam-se eixo real e eixo imaginário, respectivamente. O plano determinado por esses dois eixos chama-se plano complexo.
Para desenharmos o gráfico do número complexo a + bi, marcamos o ponto (a; b) no plano.

Exemplo

7. Módulo de número complexo
O módulo (ou valor absoluto) do número complexo a + bi é distância de a + bi à origem do plano complexo. Usando o Teorema de Pitágoras, concluímos que a distância de (a; b) a (0; 0) é .
Definição
O módulo (ou valor absoluto) do complexo z = a + bi é
| z | =
Exemplos
O módulo do número complexo - 3 + 4i é
|-3 + 4i| = = = 5
O módulo do número complexo 7 + 4i é
|7 + 4i| = =

domingo, 17 de outubro de 2010

PENSAMENTOS FILOSÓFICOS

1) A geometria é uma ciência de todas as espécies possíveis de espaços. (Kant)


2) O espaço é o objeto que o geômetra deve estudar. (Poincaré)


3) O livro da natureza foi escrito exclusivamente com figuras e símbolos matemáticos. (Galileu Galilei)


4) Entre dois espíritos iguais, postos nas mesmas condições, aquele que sabe geometria é superior ao outro e adquire um vigor especial. (Blaise Pascal)


5) A Matemática é a honra do espiríto humano. (Gottfried Leibniz)


6) O céu deve ser necessariamente esférico, pois a esfera, sendo gerada pela rotação do círculo, é, de todos os corpos o mais perfeito. (Aristóteles)


7) A Geometria faz com que possamos adquirir o hábito de raciocinar, e esse hábito pode ser empregado, então, na pesquisa da verdade e ajudar-nos na vida. (Jacques Bernoulli)


8) Deus é o Geômetra onipotente para quem o mundo é imenso problema matemático. (Gottfried Leibniz)




10) Tomando a Matemática desde o início do mundo até o tempo de Newton, o que ele fez é de longe a melhor metade. (Gottfried Leibniz

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

     A Matemática é uma ciência que relaciona o entendimento coerente e pensativo com situações práticas habituais. Ela compreende uma constante busca pela veracidade dos fatos através de técnicas precisas e exatas. Ao longo da história, a Matemática foi sendo construída e aperfeiçoada, organizada em teorias válidas e utilizadas atualmente.

     Ela prossegue em sua constante evolução, investigando novas situações e estabelecendo relações com os acontecimentos cotidianos.
    É considerada uma das ciências mais aplicadas em nosso cotidiano. Um simples olhar ao nosso redor e notamos a sua presença nas formas, nos contornos, nas medidas. As operações básicas são utilizadas constantemente, e os cálculos mais complexos são concluídos de forma prática e adequada de acordo com os princípios matemáticos postulados.
    Possui uma estreita relação com as outras ciências, que buscam nos fundamentos matemáticos explicações práticas para suas teorias. Dizemos que a Matemática é a ciência das ciências.
    Determinados assuntos ligados à Química, Física, Biologia, Administração, Contabilidade, Economia, Finanças, entre outras áreas de ensino e pesquisa, utilizam das bases matemáticas para estabelecerem resultados concretos e objetivos.
    Atualmente a Matemática é subdividida, dessa forma constatou-se que ficaria mais fácil o seu aprendizado. Podemos organizá-la da seguinte forma:
Aritmética


Álgebra:


Conjuntos Numéricos


Equações


Equações Algébricas


Funções


Sistemas Lineares


Progressões


Análise Combinatória


Probabilidade e Estatística


Matemática Financeira


Trigonometria


Geometria Plana


Geometria Espacial


Geometria Analítica


Cálculos



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ANALISE COMBINATÓRIA

No campeonato mundial de Fórmula 1 de 2009, participaram 25 pilotos, dos quais se destacaram o inglês Jenson Button, que foi o campeão, o alemão Sebastian Vettel, que foi o vice-campeão e o brasileiro Rubens Barrichello, que ficou com a terceira colocação.
Obviamente o agrupamento ( Jenson Button, Sebastian Vettel, Rubens Barrichello ) difere do agrupamento ( Sebastian Vettel, Jenson Button, Rubens Barrichello ), pois neste caso a ordem no grupo é um fator que o diferencia.
Se ao invés do brasileiro Rubens Barrichello, o terceiro colocado tivesse sido o australiano Mark Webber, o agrupamento ( Jenson Button, Sebastian Vettel, Mark Webber ) seria distinto do agrupamento ( Jenson Button, Sebastian Vettel, Rubens Barrichello ), pois teríamos participantes diferentes nestes agrupamentos.



Arranjo Simples
Em casos como este, com elementos distintos, onde tanto a ordem de posicionamento no grupo, quanto a natureza dos elementos, os elementos em si, causam diferenciação entre os agrupamentos, estamos diante de um caso de arranjos simples.
Considerando-se os 25 pilotos participantes, qual o número total de possibilidades para os três primeiros colocados?
Para o campeão teríamos 25 possibilidades. Para o vice-campeão e para o terceiro colocado, teríamos respectivamente 24 e 23 possibilidades. Pelo princípio fundamental da contagem teríamos:
25 . 24 . 23 = 13800
Isto é, 13800 possibilidades.

Fórmula do Arranjo Simples
Ao trabalharmos com arranjos simples, com n elementos distintos, agrupados p a p, com p ≤ n, podemos recorrer à seguinte fórmula:
ARRANJO SIMPLESNeste mesmo exemplo, utilizando a fórmula temos:
Exemplos
Qual o número de anagramas que podemos formar com as letras da palavra PADRINHO?
Neste exemplo temos um arranjo simples com 8 elementos agrupados 8 a 8. Calculemos então A8, 8:
Portanto:
Podemos formar 40320 anagramas com as letras da palavra PADRINHO.
________________________________________
Em uma escola está sendo realizado um torneio de futebol de salão, no qual dez times estão participando. Quantos jogos podem ser realizados entre os times participantes em turno e returno?
Como o campeonato possui dois turnos, os jogos Equipe A x Equipe B e Equipe B x Equipe A tratam-se de partidas distintas, então estamos trabalhando com arranjos simples onde importa a ordem dos elementos. Devemos calcular A10, 2:

Então:
Podem ser realizados 90 jogos entre os times participantes.
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Otávio, João, Mário, Luís, Pedro, Roberto e Fábio estão apostando corrida. Quantos são os agrupamentos possíveis para os três primeiros colocados?
Obviamente, como em qualquer corrida, a ordem de chegada é um fator diferenciador dos agrupamentos. Como temos 7 corredores e queremos saber o número de possibilidades de chegada até a terceira posição, devemos calcular A7, 3:

Logo:
210 são os agrupamentos possíveis para os três primeiros colocados.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

HISTÓRIA DA ÁLGEBRA

(uma visão geral)

Fonte: Tópicos de História da Matemática - John K. Baumgart

Estranha e intrigante é a origem da palavra "álgebra". Ela não se sujeita a uma etimologia nítida como, por exemplo, a palavra "aritmética", que deriva do grego arithmos ("número"). Álgebra é uma variante latina da palavra árabe al-jabr (às vezes transliterada al-jebr), usada no título de um livro, Hisab al-jabr w'al-muqabalah, escrito em Bagdá por volta do ano 825 pelo matemático árabe Mohammed ibn-Musa al Khowarizmi (Maomé, filho de Moisés, de Khowarizm). Este trabalho de álgebra é com frequência citado, abreviadamente, como Al-jabr.

Uma tradução literal do título completo do livro é a "ciência da restauração (ou reunião) e redução", mas matematicamente seria melhor "ciência da transposição e cancelamento"- ou, conforme Boher, "a transposição de termos subtraídos para o outro membro da equação" e "o cancelamento de termos semelhantes (iguais) em membros opostos da equação". Assim, dada a equação:

x2 + 5x + 4 = 4 - 2x + 5x3

al-jabr fornece
x2 + 7x + 4 = 4 + 5x3

e al-muqabalah fornece
x2 + 7x = 5x3

Talvez a melhor tradução fosse simplesmente "a ciência das equações".
Ainda que originalmente "álgebra" refira-se a equações, a palavra hoje tem um significado muito mais amplo, e uma definição satisfatória requer um enfoque em duas fases:
(1) Álgebra antiga (elementar) é o estudo das equações e métodos de resolvê-las.
(2) Álgebra moderna (abstrata) é o estudo das estruturas matemáticas tais como grupos, anéis e corpos - para mencionar apenas algumas.
De fato, é conveniente traçar o desenvolvimento da álgebra em termos dessas duas fases, uma vez que a divisão é tanto cronológica como conceitual.
________________________________________
Equações algébricas e notação

A fase antiga (elementar), que abrange o período de 1700 a.C. a 1700 d.C., aproximadamente, caracterizou-se pela invenção gradual do simbolismo e pela resolução de equações (em geral coeficientes numéricos) por vários métodos, apresentando progressos pouco importantes até a resolução "geral" das equações cúbicas e quárticas e o inspirado tratamento das equações polinomiais em geral feito por François Viète, também conhecido por Vieta (1540-1603).

O desenvolvimento da notação algébrica evoluiu ao longo de três estágios: o retórico (ou verbal), o sincopado (no qual eram usadas abreviações de palavras) e o simbólico. No último estágio, a notação passou por várias modificações e mudanças, até tornar-se razoavelmente estável ao tempo de Isaac Newton. É interessante notar que, mesmo hoje, não há total uniformidade no uso de símbolos. Por exemplo, os americanos escrevem "3.1416" como aproximação de Pi, e muitos europeus escrevem "3,1416". Em alguns países europeus, o símbolo "÷" significa "menos". Como a álgebra provavelmente se originou na Babilônia, parece apropriado ilustrar o estilo retórico com um exemplo daquela região. O problema seguinte mostra o relativo grau de sofisticação da álgebra babilônica. É um exemplo típico de problemas encontrados em escrita cuneiforme, em tábuas de argila que remontam ao tempo do rei Hammurabi. A explanação, naturalmente, é feita em português; e usa-se a notação decimal indo-arábica em vez da notação sexagesimal cuneiforme. A coluna à direita fornece as passagens correspondentes em notação moderna. Eis o exemplo:

[1] Comprimento, largura. Multipliquei comprimento por largura, obtendo assim a área: 252. Somei comprimento e largura: 32. Pede-se: comprimento e largura.

[2] [Dado] 32 soma; 252 área. x+y=k xy=P } ... (A)
[3] [Resposta] 18 comprimento; 14 largura.
[4] Segue-se este método: Tome metade de 32 [que é 16]. k/2
16 x 16 = 256 (k/2)2
256 - 252 = 4 (k/2)2 - P = t2 } ... (B)
A raiz quadrada de 4 é 2.
16 + 2 = 18 comprimento. (k/2) + t = x.
16 - 2 = 14 largura (k/2) - t = y.
[5] [Prova] Multipliquei 18 comprimento por 14 largura.
18 x 14 = 252 área ((k/2)+t) ((k/2)-t)
= (k2/4) - t2 = P = xy.

Nota-se que na etapa [1] o problema é formulado, na [2] os dados são apresentados, na [3] a resposta é dada, na [4] o método de solução é explicado com números e, finalmente, na [5] a resposta é testada.
A "receita" acima é usada repetidamente em problemas semelhantes. Ela tem significado histórico e interesse atual por várias razões.

Antes de tudo não é a maneira como resolveríamos hoje o sistema (A). O procedimento padrão nos atuais textos escolares de álgebra é resolver, digamos, a primeira equação para y (em termos de x), substituir na segunda equação e, então, resolver a equação quadrática resultante em x; isto é, usaríamos o método de substituição. Os babilônios também sabiam resolver sistemas por substituição, mas frequentemente preferiam usar seu método paramétrico. Ou seja, usando-se notação moderna, eles concebiam x e y em termos de uma nova incógnita (ou parâmetro) t fazendo x=(k/2)+t e y=(k/2)-t.

Então o produto
xy = ((k/2) + t) ((k/2) - t) = (k/2)2 - t2 = P
levava-os à relação (B):
(k/2)2 - P = t2

Em segundo lugar, o problema acima tem significado histórico porque a álgebra grega (geométrica) dos pitagóricos e de Euclides seguia o mesmo método de solução - traduzida, entretanto, em termos de segmentos de retas e áreas e ilustrada por figuras geométricas. Alguns séculos depois, outro grego, Diofanto, também usou a abordagem paramétrica em seu trabalho com equações "diofantinas". Ele deu início ao simbolismo moderno introduzindo abreviações de palavras e evitando o estilo um tanto intrincado da álgebra geométrica.
Em terceiro lugar, os matemáticos árabes (inclusive al-Khowarizmi) não usavam o método empregado no problema acima; preferiam eliminar uma das incógnitas por substituição e expressar tudo em termos de palavras e números.
Antes de deixar a álgebra babilônica, notemos que eles eram capazes de resolver uma variedade surpreendente de equações, inclusive certos tipos especiais de cúbicas e quárticas - todas com coeficientes numéricos, naturalmente.
________________________________________
Álgebra no Egito

A álgebra surgiu no Egito quase ao mesmo tempo que na Babilônia; mas faltavam à álgebra egípcia os métodos sofisticados da álgebra babilônica, bem como a variedade de equações resolvidas, a julgar pelo Papiro Moscou e o Papiro Rhind - documentos egípcios que datam de cerca de 1850 a.C. e 1650 a.C., respectivamente, mas refletem métodos matemáticos de um período anterior. Para equações lineares, os egípcios usavam um método de resolução consistindo em uma estimativa inicial seguida de uma correção final - um método ao qual os europeus posteriormente deram o nome umtanto abstruso de "regra da falsa posição". A álgebra do Egito, como a da Babilônia, era retórica.
O sistema de numeração egípcio, relativamente primitivo em comparação com o dos babilônios, ajuda a explicar a falta de sofisticação da álgebra egípcia. Os matemáticos europeus do século XVI tiveram de estender a noção indo-arábica de número antes de poderem avançar significativamente além dos resultados babilônios de resolução de equações.
________________________________________
Álgebra geométrica grega

A álgebra grega conforme foi formulada pelos pitagóricos e por Euclides era geométrica. Por exemplo, o que nós escrevemos como:
(a+b)2 = a2 + 2ab + b2
era concebido pelos gregos em termos do diagrama apresentado na Figura 1 e era curiosamente enunciado por Euclides em Elementos, livro II, proposição 4:
Se uma linha reta é dividida em duas partes quaisquer, o quadrado sobre a linha toda é igual aos quadrados sobre as duas partes, junto com duas vezes o retângulo que as partes contém. [Isto é, (a+b)2 = a2 + 2ab + b2.]
Somos tentados a dizer que, para os gregos da época de Euclides, a2 era realmente um quadrado.
Não há dúvida de que os pitagóricos conheciam bem a álgebra babilônica e, de fato, seguiam os métodos-padrão babilônios de resolução de equações. Euclides deixou registrados esses resultados pitagóricos. Para ilustrá-lo, escolhemos o teorema correspondente ao problema babilônio considerado acima.



Do livro VI dos Elementos, temos a proposição 28 (uma versão simplificada):
Dada uma linha reta AB [isto é, x+y=k], construir ao longo dessa linha um retângulo com uma dada área [xy = P], admitindo que o retângulo "fique aquém" em AB por uma quantidade "preenchida" por outro retângulo [o quadrado BF na Figura 2], semelhante a um dado retângulo [que aqui nós admitimos ser qualquer quadrado].



Na solução desta construção solicitada (Fig.2) o trabalho de Euclides é quase exatamente paralelo à solução babilônica do problema equivalente. Conforme indicado por T.L.Heath / EUCLID: II, 263/, os passos são os seguintes:

Bissecte AB em M: k/2
Construa o quadrado MBCD: (k/2)2
Usando VI, 25, construa o quadrado DEFG com área igual ao excesso de MBCD sobre a área dada P: t2 = (k/2)2 - P
Então é claro que y = (k/2) - t

Como fazia frequentemente, Euclides deixou o outro caso para o estudante - neste caso, x=(k/2)+t, o que Euclides certamente percebeu mas não formulou.
É de fato notável que a maior parte dos problemas-padrão babilônicos tenham sido "refeitos" desse modo por Euclides. Mas por quê? O que levou os gregos a darem à sua álgebra esta formulação desajeitada? A resposta é básica: eles tinham dificuldades conceituais com frações e números irracionais.

Mesmo que os matemáticos gregos fossem capazes de contornar as frações, tratando-as como razões de inteiros, eles tinham dificuldades insuperáveis com números como a raiz quadrada de 2, por exemplo. Lembramos o "escândalo lógico" dos pitagóricos quando descobriram que a diagonal de um quadrado unitário é incomensurável com o lado (ou seja, diag/lado é diferente da razão de dois inteiros).
Assim, foi seu estrito rigor matemático que os forçou a usar um conjunto de segmentos de reta como domínio conveniente de elementos. Pois, ainda que raiz quadrada de 2 não possa ser expresso em termos de inteiros ou suas razões, pode ser representado como um segmento de reta que é precisamente a diagonal do quadrado unitário. Talvez não seja apenas um gracejo dizer que o contínuo linear era literalmente linear.

De passagem devemos mencionar Apolônio (c. 225 a.C.), que aplicou métodos geométricos ao estudo das secções cônicas. De fato, seu grande tratado Secções cônicas contém mais geometria analítica das cônicas - toda fraseada em terminologia geométrica - do que os cursos universitários de hoje.
A matemática grega deu uma parada brusca. A ocupação romana tinha começado, e não encorajava a erudição matemática, ainda que estimulasse alguns outros ramos da cultura grega. Devido ao estilo pesado da álgebra geométrica, esta não poderia sobreviver somente na tradição escrita; necessitava de um meio de comunicação vivo, oral. Era possível seguir o fluxo de idéias desde que um instrutor apontasse para diagramas e explicasse; mas as escolas de instrução direta não sobreviveram.
________________________________________
Álgebra na Europa
A álgebra que entrou na Europa (via Liber abaci de Fibonacci e traduções) havia regredido tanto em estilo como em conteúdo. O semi-simbolismo (sincopação) de Diofanto e Brahmagupta e suas realizações relativamente avançadas não estavam destinados a contribuir para uma eventual irrupção da álgebra.
A renascença e o rápido florescimento da álgebra na Europa foram devidos aos seguintes fatores:
1.facilidade de manipular trabalhos numéricos através do sistema de numeração indo-arábico, muito superior aos sistemas (tais como o romano) que requeriam o uso do ábaco;
2.invenção da imprensa com tipos móveis, que acelerou a padronização do simbolismo mediante a melhoria das comunicações, baseada em ampla distribuição;
3.ressurgimento da economia, sustentando a atividade intelectual; e a retomada do comércio e viagens, facilitando o intercâmbio de idéias tanto quanto de bens.
Cidades comercialmente fortes surgiram primeiro na Itália, e foi lá que o renascimento algébrico na Europa efetivamente teve início.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ENSINO DE MATEMATICA

Uma pausa para reflexão sobre como aprender Matemática.


Até há pouco tempo, muitas gerações de professores de Matemática se formaram aprendendo a dar aulas segundo um único método, um TRINÔMIO:

1.- Uma definição seca e precisa;

2.- Alguns exemplos que o próprio professor resolve para o aluno aprender como se faz;

3.- O professor propõe exercícios, separados em tipos, para o aluno resolver.

Com isso, desenvolveu-e uma educação matemática técnica, impessoal, na qual a ação dos homens que criaram os conceitos matemáticos e as necessidades sociais da época quejustificaram essa criação hoje não tem lugar.
Quando o aluno termina o 2° grau, percebe-se facilmente que ele não aprendeu uma ciência chamada Matemática, mas sim, formou-se em tipos de exercícios de matemática.